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Entrevistas Canal Electro Rock

Entrevista com Claudio Romanichen,

da Lindberg Hotel



Em mais uma entrevista o Canal Electro Rock convida para um bate papo Claudio Romanichen, da Lindberg Hotel, Projeto musical inspirado nos estilos Shoegaze e LO-FI da cidade de curitiba, confira:


Ouça no site:



1- Pra começar a entrevista Claudio, gostaria que você contasse um pouco da história da Lindberg Hotel, como tudo começou?

O Lindberg Hotel começou em 2009, o preâmbulo desse história é assim: entre 1992 e 1994 eu tinha uma banda com meus dois melhores amigos, chamada the Good Witches. Aí sofremos um acidente de carro, e os outros dois caras se machucaram muito e demoraram muito pra se recuperar. Aí desencanei de banda, mas nunca parei de compor. Em 2008, eu fui aos Estados Unidos pela primeira vez, e aproveitei pra comprar uma pedaleira barata e um mini amp de guitarra. Nessa época eu ficava semanas
sem encostar na guitarra, mas com a pedaleira e o amp eu voltei a me interessar pelo instrumento. E começaram a sair umas músicas e comecei a me animar.
Em 2009, gravei uma demo no estúdio de um amigo e fiquei bem feliz, e pensando que não precisava de uma banda inteira pra fazer música. Aí lancei a demo no Myspace. Ninguém ouviu, eu sabia que não era incrível, mas era suficientemente bom pra continuar. E desde então tenho feito as coisas sozinho e gosto do que sai.


2- As composições do Lindberg são em inglês. O que motiva a compor assim, e quais são as influências da banda?

O inglês é um cacoete (rs). Na verdade, lá nos anos 90, tinha muita banda daqui compondo em inglês; eu comecei compondo em português, mas sempre ficava muito derivativo do rock da época: Legião, Engenheiros, Ira!... e quando conhecemos bandas brasileiras que faziam som em inglês achamos muito legal, e eu comecei a compor em inglês, mas eu não conhecia a língua direito, era tudo em inglês macarrônico (rs) Porém, eu fiz letras Português-Inglês, meu inglês melhorou, e hoje até gostaria de fazer coisas em português, mas não consigo achar bom, ao passo que o inglês sai fácil. E naturalmente, agrande maioria dos artistas que ouço de língua inglesa.
Por outro lado, eu gosto cada vez mais de artistas brasileiros, principalmente das antigas. A música brasileira tem muita inventividade de ritmos e harmonias impressionante.
Sobre as influências, The Smiths, Stone Roses, Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine e Teenage Fanclub são as mais fáceis de perceber, em especial no primeiro disco. Mas no segundo eu acredito que consegui mostrar que o espectro é bem
mais amplo: eu adoro os Beatles, claro, mas tem os Kinks, o Velvet Underground, Bob Dylan, Byrds, Beach Boys, e algumas coisas mais novas, tipo Arcade Fire, Raveonettes, Polyphonic Spree e Pernice Brothers. Mas se tudo der certo, no próximo disco consigo mostrar que também gosto de Miles Davis e Jorge Ben! (rs)


3- Nos shows da "Lindberg Hotel" são apenas você e o guitarrista Eduardo Ambrosio, com acompanhamento produzido por programações, como você vê isso? E o publico brasileiro que não é muito familiarizado com a ideia, como encara?

Cara, que pergunta boa. Aqui no Brasil não é bem visto, acho que as pessoas não têm uito conhecimento disso. Tem bandas como o Alvvays e o The Kills que fazem shows direto assim.
O Beach House também, o Jesus and Mary Chain e os Flaming Lips tiveram fases assim, com esse tipo de formação.

minha voz não some, são menos pessoas pra ensaiar, e dá pra mosstrar mais as sutilizas dos arranjos para guitarra que fazemos. O principal contra é que em lugares maiores o som da banda fica mixuruca, pois não costumamos tocar em lugares com as melhores condições de som. Um amigo meu uma vez viu o show e disse:  "Cara, que legal, fui a um show de rock, com guitarra distorcida, e não fiquei surdo!" (rs) Mas de maneira geral, como eu pretendo só tocar em locais pequenos, e preferencialmente que não sejam bares, essa formação funciona bem.
O Eduardo, que toca comigo, também gosta. E outra coisa: juntar 3 ou 4 caras perto dos 40 anos (eu tenho 41) pra ensaiar direto é bem difícil, todo mundo tem compromissos. Semana passada fizemos um show, mas não conseguimos conciliar a nossa agenda com a de um amigo nosso que ia tocar bateria...

4- Toda a produção da "Lindberg Hotel" é independente, assim como de muitas bandas no Brasil, o que você acha da atual cena nacional?

Cara, acho que a música independente no Brasil é cada vez melhor, variada, muita gente com ideias boas, hoje temos produção melhor, ótimos compositores. Eu sou fã dos meus amigos da Transtorninho Records do Recife - em especial o 151515 do Felipe Soares, do novampb, que fez um discaço, gosto também do Lê Almeida, da No Crowd Surfing de Maringá é excelente, os Laundromaths.... Das bandas daqui, as que eu mais gosto são O Lendário Chucrobillyman, o April Seven, o Sonora Coisa... tem muitas bandas legais aqui.

5- O Lindberg Hotel já possui dois álbuns, o "Lindberg Hotel" e o "Lindberg Hotel II", e também vídeo clipes, quais os próximos projetos da banda?

Eu devo lançar um ep nas próximas semanas, que é tipo um complemento do "Lindbger Hotel II". Ele vai ter uma regravação de "Cotton Chains", duas covers que gravei para coletâneas recentemente (I'll Be Your Mirror, do Velvet Underground), que gravei para uma coletânea de Natal para a Polidoro Discos, de Taubaté, e "kaleidoscope", para um tributo ao Ride promovido pelo The Blog That Celebrates Itself, e que fez um barulho (até os caras do próprio Ride ouviram e gostaram!). Pra fechar vai ter duas improvisações instrumentais que fiz, que são de 2009, mas que sempre quis mostrar de alguma maneira, e achei que num ep ficariam legais. Além disso já estou trabalhando em músicas para o terceiro disco, mas ele não deve sair esse ano. Na verdade, eu não gostaria de demorar muito, mas também não quero lançar qualquer coisa. Mas será um disco muito menos shoegazer e muito mais psicodélico, porém ainda acessível. Talvez tenha algo instrumental, ou ao menos passagens instrumentais mais longas.

6- Te gradeço pela entrevista Claudio, deixe seu recado pra galera.

O recado é: por favor, não jogue bombas, spray de pimenta e nem atire balas de borracha em professores e manifestantes desarmados, como aconteceu aqui em Curitiba. Obrigado pelo espaço a você, Alex, e ao Canal Electro Rock, que sempre apoiaram o Lindberg Hotel. Nós, músicos independentes, precisamos de mais gente disposta a nos ajudar! Abraço!

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Alex F. Kegler

Ama música, fotografia, possui cinco projetos musicais, rádio web e administra o canalelectrorocknews.com ... www.alexkegler.wix.com/alexfkegler

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