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Frances e Courtney pedem para que fotos da morte de Kurt Cobain não sejam reveladas

A morte de Kurt Cobain, líder do Nirvana, aconteceu há mais de 20 anos, o caso foi definido pela polícia de Seattle como suicídio. 
Mas há uma série de pessoas que acreditam em teorias que sustentam a hipótese do músico ter sido assassinado, sendo que muitas delas garantem que Courtney Love, viúva de Kurt, teria encomendado a sua morte.

Richard Lee, uma das pessoas que mais se envolvem com o assunto, entrou com um processo pedindo reabertura do caso, e para que as fotos onde mostram o corpo e o rosto de Kurt Cobain, sejam disponibilizadas em uma nova investigação do caso, independente e afastada da polícia.
A motivação para a disponibilização das fotos era de reafirmar que a polícia tem certeza de que se tratou de um caso de suicídio.
Há mais de um ano a Polícia de Seattle divulgou fotos da cena da morte de Kurt Cobain, mostrando seu corpo, mas sem mostrar seu rosto.


Courtney Love e Frances Bean Cobain, filha do casal, deram declarações oficiais à Justiça com o objetivo de que as imagens não sejam liberadas,com receio que assim elas se tornarão públicas e ambas irão sofrer com isso.

Leia as declarações  abaixo.


Frances Bean Cobain

1. Eu sou a filha de Kurt Cobain. Tenho mais de 18 anos de idade e posso testemunhar. Tenho conhecimento pessoal dos assuntos abaixo e posso e vou testemunhar.

2. Eu compreendo que Richard Lee entrou com um processo contra a Cidade de Seattle e o Departamento de Polícia de Seattle para tentar fazer com que eles liberem fotos explícitas e inéditas que policiais tiraram no local da morte de meu pai, para que o Sr. Lee possa publicá-las.



3. Uma vez eu vi desenhos das fotos que representavam o corpo do meu pai. Essa experiência me deixou cicatrizes irreparáveis. Chorei durante dias depois disso. Essas imagens terríveis ainda me assustam. Eu não consigo imaginar como seria terrível saber que as fotos que o Sr. Lee procura seriam públicas, e que eu ou meus entes queridos, incluindo a mãe do meu pai e suas irmãs, poderiam vê-las. A publicação dessas fotos iria me chocar e aumentar o stress pós traumático que eu tenho sofrido desde a infância.


4. A disponibilização das fotos iria me colocar em perigo fisicamente, assim como a minha mãe. Minha mãe e eu recebemos constantes ameaças de morte de indivíduos problemáticos que são obcecados com o meu pai. Uma vez um stalker entrou na minha casa quando eu estava de férias, e ficou lá por três dias. A explicação bizarra dessa pessoa é que ela deveria estar comigo porque a alma do meu pai havia entrado em meu corpo.

5. A disponibilização dessas fotos para o público iria motivar ainda mais stalkers com distúrbios e ameaças fanáticas. Isso faria com que eu me sentisse ainda mais insegura em público e aumentaria a preocupação com a minha segurança e da minha família. Eu teria que apagar todas as minhas contas de redes sociais para evitar que eu recebesse as fotos.

6. Eu tinha menos de dois anos de idade quando meu pai morreu. Tenho trabalhado duro para conhecê-lo a partir de histórias de amigos e família, fotos, e sua arte, como a pessoa que era meu pai. Eu não quero que essa imagem seja manchada pelo conhecimento de que essas fotografias terríveis se tornaram públicas e que eu possa entrar em contato com elas. Eu já tive que lidar com vários problemas pessoais por causa da morte do meu pai. Lidar com a possibilidade de que essas fotos possam vir a publico é muito difícil.

7. Não sou a única pessoa que seria impactada pela disponibilização das fotos ao público. A publicação das fotos iria machucar toda a família e amigos que amavam meu pai, seus pais (minha avó e avô) e suas irmãs e irmãos (tias e tio), que estariam especialmente vulneráveis à dor emocional e trauma em saber que as fotos se tornaram públicas.

8. A tragédia da morte do meu pai é uma questão pessoal e particular para mim, seus outros familiares e amigos. Sensacionalizá-la ainda mais através da disponibilização dessas fotos iria nos causar uma dor indescritível.

Assinado em Los Angeles, California, em 20 de Julho de 2015.



Courtney Love

1. Meu nome é Courtney Love Cobain. 

Tenho conhecimento pessoal dos fatos nessa declaração e sou competente para testemunhar.

2. Sou a viúva de Kurt Cobain, que cometeu suicídio em 1994. A morte de Kurt foi a experiência mais traumática da minha vida. Me deixou perturbada fisicamente e eu continuo a sofrer emocionalmente com a perda de meu marido até hoje.


 3. Eu compreendo que o requerente procura a disponibilização das fotos do local da morte de Kurt que mostra seu corpo sem vida, bem como o estrago feito pelo tiro de escopeta em sua cabeça. Eu nunca vi essas imagens explícitas e perturbadoras, nem quero ver. Eu não posso acreditar que exista algum tipo genuíno de interesse público que pode ser servido pela disponibilização das imagens. Certamente a disponibilização iria reabrir antigas feridas, e causar para mim e para a minha família permanentes – desnecessárias e sem fim – dor e sofrimento, e seria uma violação dos nossos interesses de privacidade.

4. Inevitavelmente essas imagens irão parar na Internet, onde seriam distribuídas de forma permanente. Pelo fato de que Kurt é meu saudoso marido, elas também iriam parar em resultados de pesquisas sobre mim. Eu iria inevitavelmente dar de cara com as fotos, e jamais conseguiria apagar essas imagens terríveis da minha mente. Eu nem consigo imaginar o tamanho do trauma que isso iria me causar, sem mencionar outras pessoas.


5. Eu sou constantemente chamada de assassina e recebo ameaças de morte de indivíduos obcecados com teorias da conspiração que acreditam que de alguma forma eu me envolvi na morte do meu marido, e a disponibilização dessas imagens para o público iria aumentar esse tipo de atividade e se tornar um risco para a minha segurança.

6. Também me dá nojo que se disponibilizadas, terceiros como o requerente irão de forma errada lucrar a partir da exploração dessas imagens.

7. Prevenir a divulgação desnecessária de informações privadas a respeito de Kurt tem sido a minha posição constante nos últimos 20 anos. Em 1995 eu consegui com sucesso uma medida cautelar no caso Courtney Love Cobain v. Washington State Patrol, No. 95-2-27261-4 SEA, prevenindo a divulgação de cartas particulares que Kurt escreveu para mim pouco antes de sua morte.



8. Eu compreendo que mesmo que o caso atual seja julgado improcedente, o requerente pode tentar entrar com outro processo. Se isso acontecer, eu vou interferir novamente como fiz no caso anterior e procurar uma medida cautelar.








Alex F. Kegler

Ama música, fotografia, possui cinco projetos musicais, rádio web e administra o canalelectrorocknews.com ... www.alexkegler.wix.com/alexfkegler

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