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EP Parque da Luz – Compositor de 19 anos flerta entre o Folk e o Dream Pop na sua estreia





Numa produção caseira, Matheus Antonio (Theuziitz) é coeso em forma e conteúdo, tratando sua vida precária com precariedade





Theuziitz é o projeto solo de Matheus Antonio, cantor-compositor de 19 anos da cidade de Jandira (região metropolitana de São Paulo) que se iniciou no fim de 2014 e lançou seu primeiro trabalho, o EP Parque da Luz, ao dia 1 de dezembro de 2015. 

Após ter tocado em algumas bandas da região na adolescência, (Visto Suburbano, Brothers In A War e A Gosto), Matheus, acabou por reunir um número considerável de composições e decidiu gravá-las sozinho. As 5 canções presentes no EP Parque da Luz, foram inteiramente compostas, tocadas, gravadas, mixadas e masterizadas por ele em seu quarto após ter tido a experiência de trabalhar com suas antigas bandas e também músicos da região. As influências sobre esse disco vão desde o folk lo-fi (Daniel Johnston/Elliot Smith) ao dream pop contemporâneo (Deerhunter/Beach House) flertando também com post rock e shoegaze.



Ele também faz parte do coletivo Terceiro Mundo, que conta com outros artistas da área metropolitana de São Paulo, numa mistura de gêneros musicais que vão do rap, funk e indie rock, e já tem lançamentos marcados para 2016.

O Parque da Luz é distribuído pelo selo Lixo Records, do Rio de Janeiro, e tem seu show de lançamento marcado para o dia 5 de dezembro em São Paulo.

https://www.facebook.com/events/1512289532416077/



Parque da luz


Por Paulo Igor Merlin Lopes

Eu não sou um cara que tem muitas conquistas na vida, muita coisa no currículo ou que saiba de muita coisa intuitivamente (até porque acho que sou jovem demais e ansioso demais). Ainda não consegui me graduar na faculdade, não sei se vou conseguir, nunca aprendi a tocar violão direito e minhas bandas nunca foram pra frente. Mas, sempre tive vontade de produzir material independente pela expressão anárquica que isso carrega. Aquele ideal punk, aquele sentimento jovem de conseguir mudar o mundo com pequenos atos. Aquele frio na barriga de ouvir Polara (ou Bosta Rala) pela primeira vez.



Um dia acordei com uma ideia de criar um coletivo pra lançar materiais que nós mesmos produzíssemos, mesmo que nisso fossem desenhos fuleiros, álbuns inteiros gravados no celular ou na escuridão de um quarto, desabafando milhões de problemas que engolimos todos os dias. Tentei algumas vezes e não dei certo, mas eu sempre via uma juventude muito triste e queria que ela desabafasse em fuleiragem artística tudo que eu também sentia. Tentei de novo e nunca pensei que alguém fosse comprar a minha ideia e dividir esse sonho comigo. Mas, dividiram. Primeiro foi o Amauri, depois o Pancho, depois o Márcio, o Caê e agora o Matheus. Ele me mandou umas músicas que eu não entendi de primeira. Tive que ouvir algumas vezes até me acostumar e entender a sonoridade como ela é. Pra mim, hoje, penso como se um adolescente prendesse um anjo e fosse mandando ele falar coisas tristes, sobre os problemas e o caos. Um verdadeiro desabafo com um quê de música clássica, shoegaze e post-rock. Uma tristeza de quem tem uma visão iluminada das coisas cruéis que acontecem no mundo.

Esse é o Parque da Luz pra mim. Um parque em que o Matheus sempre teve uma visão da superfície, talvez da sacada de um prédio perto, e lá sempre aconteceram coisas... coisas que acontecem nas cidades, sabe? Milhões de pessoas passam todos os dias na sua frente e você nunca vai conhecer elas. A cidade a cada dia caindo. Esse álbum me deixa reflexivo demais e eu gosto.




Alex F. Kegler

Ama música, fotografia, possui cinco projetos musicais, rádio web e administra o canalelectrorocknews.com ... www.alexkegler.wix.com/alexfkegler

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