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Portão tem a primeira Head Shop do Estado do Rio Grande do Sul



O Kafka é um espaço multicultural bastante ativo no município de Portão



Através da participação em marchas, muitas pesquisas, aliado a um bom networking, no início de 2014, Renan Welter teve a ideia de abrir uma Head Shop, só que não tinha o capital necessário para investir em uma grande metrópole. Então resolveu dar início à primeira head shop do Estado na sua própria cidade. Vendo que na região do Vale do Sinos o nicho de tabacarias especialidades no segmento era inexistente e promissor, com uma pré regulamentação, decidiu abrir o Kafka Pub Head Shop & Foods, na cidade de Portão. Renan tem 28 anos, é casado e pai de uma bebê de 2 meses.
Para ele, esse trabalho tem importância social, pois é um ativismo político em prol da descriminalização da maconha. “Já que a compra de artigos para o consumo são liberados (seda, bongs, vaporizadores etc) e o uso da erva não, nós trabalhamos não para incentivar o consumo, mas sim o uso consciente, visando também a redução de danos”, destaca.
O Kafka é um espaço multicultural bastante ativo num município tão pequeno e sem opções como Portão. Onde rolam shows de rock, reggae, eletrônico, pop, mostra de filmes e rodas de debate.
Renan participou da maior Feira Comercial de Tabacarias, Head Shops e Grow Shops, a Pot in Rio IV, no Rio de Janeiro, em 2015. Lá fortaleceu o seu networking e conheceu pessoas influentes do cenário canábico. Desde então, se motivou a entrar de cabeça nesse segmento.
“Alguém no RS tinha que dar a cara à tapa para a sociedade e mostrar, com muito trabalho, dedicação e humildade que queremos um mundo com menos violência, mais liberdade e igualdade. E quanto mais pessoas trabalharem com isso, mais rápido será legalizado”, avalia.
Desde o ano passado, Renan conta com um sócio, o Joacir Bourscheid, também de 28 anos, que o ajuda a tocar o negócio. O público-alvo são jovens, acima de 18 anos, universitários, professores, jornalistas, músicos, advogados, psicólogos, empresários, simpatizantes, num lugar que não existe distinção de cor, classe ou orientação sexual.
Renan tem ideia de organizar um workshop de cultivo de cannabis medicinal, que já acontece em várias cidades de todo o Brasil. O convidado deve ser o antropólogo Sérgio Vidal, autor do primeiro livro de introdução ao cultivo de cannabis medicinal no Brasil. “Não podemos deixar de falar sobre o uso medicinal da cannabis no tratamento de várias doenças, como câncer, epilepsia, artrite, artrose, glaucoma, transtornos mentais, fibromialgia, cólicas menstruais, entre outras”, lembra ele.

Existe a Lei Federal 11.343, a qual diz que a planta, para fins de estudos, é autorizada. "Os jovens e pesquisadores universitários que têm receio de dar entrada em pesquisas nas suas universidades, podem ficar tranquilos, pois estão amparados pela Lei", assegura Renan.

Alex F. Kegler

Ama música, fotografia, possui cinco projetos musicais, rádio web e administra o canalelectrorocknews.com ... www.alexkegler.wix.com/alexfkegler

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